
* Parceria de Nine e M. D. Amado
Eu não consigo lembrar como se inicia um poema.
A tristeza bloqueia a dialética,
e torna a visão turva.
O coração só clama por consolo,
e o meu corpo por um poema que venha acalentar os desesperos.
Preciso de algo menos verso e mais inverso, meio avesso.
Como comida mexida e requentada,
só para disfarçar o vazio.
Quero letras vestidas de branco em um fundo preto,
e os meus olhos delirando em sombras do que preciso ver.
Preciso de um poema dinâmico, sem inícios ou rimas.
Só com contexto extraviado, osbcurecido e calado,
Como beijo escrito em sânscrito antigo.
Quero o acaso a pintar metáforas,
tatuando em teus gestos, as pálidas letras do meu verso.
Eu queria um poema sem cordas, sem tons, nem mágoas.
Como a flor sem cheiro, mas que também não tem espinhos,
e tão pouco possui as cores da rotina.
Queria cantar uma nova toada, um novo dueto de vozes caladas,
e os meus ouvidos imaginando a poesia em seus lábios.

11 comentários:
Excelente! Mais uma bela composição!
Esse blog tem parcerias magníficas que geram ótimos frutos!
Parabéns!
Bem intenso e bem profundas imagens.
Que lindo! Gosto do estilo. ;)
=***
Que lindo, conseguio descrever o que é sentir essa tristeza.
BeijooO
Divino, perfeito. Qualquer coisa que eu disser ainda vai ser pouco para elogiar esse poema.
É irônico ter que "postar um comentário" quando se perdem as palavras após essa leitura.
Meus queridos, sem comentários...
Parceria perfeiita...Sem dúvida um lindo texto!
Bjs
Maravilhoso, profundo e doce! Parabéns!
Beijos.
Ain, que lindo genteee!
Fantástico.
Parei aqui, sem palavras.
Beijo, meninas e Amado!
Valeu, Nine! Quando crescer, quero escrever que nem vc, dear.
;)
Confesso que já quiz um poema assim por inúmeras vezes... bateu fundo! Parabéns,
morcegOsmar
Essa Dulpa é muito F*D@! Já sou fã de Marcelo, agora sou também de Nine!!!
Parabéns!!
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